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O batismo é uma representação do que já aconteceu no nosso interior a partir do dia da nossa conversão. É um sinal de obediência a Cristo e reflete a identificação com Ele.

 
Você sabia que no mundo do Novo Testamento a palavra “baptizo”, em grego, era usada para falar sobre um navio que havia submergido no oceano? O Dicionário Aurélio também identifica a palavra “batismo” com mergulho e imersão. Antes de Jesus começar a pregar, João Batista batizava o povo de Israel com o batismo do arrependimento para remissão dos pecados, dizendo para crerem naquele que viria após ele, Jesus Cristo (Atos 13.24 e 19.4).

Jesus deixou a ordenança do batismo como uma experiência inicial na caminhada cristã. Para você ser batizado biblicamente fazendo a vontade de Jesus não é necessário apenas o arrependimento, mas também crer em Cristo antes de ser batizado. Estudando textos bíblicos como Atos 2.41; 9.17-18; 10.4-48 e outros, aprendemos que somente os que creem devem ser batizados. Não existe na Bíblia nenhum caso de batismo de crianças ou de pessoas que não tivessem dado previamente a evidência da fé pessoal no Senhor Jesus.

Quem foi batizado sem crer em Cristo passou pelo rito de uma religião e não pelo batismo bíblico. Segundo Romanos 6.4, no batismo somos sepultados para a vida sem Cristo e ressurgimos das águas para uma nova vida com Cristo. O batismo é uma representação do que já aconteceu no nosso interior a partir do dia da nossa conversão. É um sinal de obediência a Cristo e reflete a identificação com Ele. Todos os discípulos de Jesus devem ser batizados porque é uma ordem deixada por Ele na Grande Comissão (Mateus 28.18-20). Você já obedeceu a Cristo sendo batizado biblicamente?

Você consegue entender o significado da Ceia do Senhor? O que representam o pão e o cálice na celebração dessa ordenança? Jesus jantava com Seus discípulos, celebrando a Páscoa dos judeus, quando celebrou a Ceia pela primeira vez.

Conhecer um pouco do significado da Páscoa dos judeus facilita a compreensão do simbolismo dessa ordenança. Deus fez uma aliança com os israelitas quando os libertou da escravidão do Egito. O povo quebrou a aliança porque não cumpriu a promessa de seguir os mandamentos dados por Deus. Mas Deus, na Sua infinita misericórdia, prometeu firmar uma nova aliança com Seu povo que se tornou realidade na morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Jesus faz menção deste novo pacto em Mateus 26.28 ao instituir a ceia: “Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados”. Durante a história do cristianismo surgiram muitas maneiras de compreender a Ceia do Senhor. As três principais são: transubstanciação (elementos transformados em corpo e sangue de Jesus) - declarado dogma da Igreja Católica Apostólica Romana no IV Concílio Laterano (1215); consubstanciação (elementos contêm o sangue e corpo de Jesus) - Reforma Protestante, principalmente através do reformador Lutero, na Alemanha (1517); e, memorial (elementos permanecem iguais) - Reforma Protestante, principalmente através do reformador Zwinglio, na Suíça (1523).

Nós batistas cremos que a Ceia do Senhor é celebrada em memória, para lembrar, da morte sacrificial de Jesus em nosso lugar, de Sua ressurreição e do Seu futuro regresso. O participante é abençoado quando tem Jesus como Salvador e quando O segue como Senhor da sua vida. Por ser uma celebração “em memória” do que Jesus fez por todos nós, nada de sobrenatural acontece com os elementos, mas algo sobrenatural acontece no coração do participante salvo por Jesus que com o coração contrito come e bebe os elementos, relembrando do alto preço pago pela sua salvação eterna.

Ao celebrar as ordenanças de Cristo que possamos fazê-las com corações obedientes e reverentes, cheios de gratidão por tão grande amor revelado na cruz do calvário para a nossa salvação.

 

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