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Não Abandone a Leitura Pública da Escritura

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“Feliz aquele que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que a ouvem e guardam o que nela está escrito, porque o tempo está próximo.” (Apocalipse 1.3, NVI)

 
A leitura da Bíblia tem se tornado uma prática privada – algo que fazemos de forma particular, em nossa “hora silenciosa”. Uns poucos versículos, quando muito um capítulo, são lidos antes do sermão no domingo pela manhã. Mas, quando foi a última vez que você ouviu a leitura de múltiplos capítulos, ou, melhor ainda, de um livro inteiro da Bíblia, lido em voz alta, em público, do início ao fim?

Esta prática tem se tornado uma experiência rara na Igreja. Entretanto, a leitura pública da Escritura é uma das práticas do povo de Deus mais antigas e reverentes, registrada na Bíblia. É uma prática que foi repetidas vezes descrita e recomendada em momentos cruciais da história da redenção, do início ao fim da Bíblia. Na verdade, é algo que ao povo de Deus é ordenado fazer com devoção. Como Paulo instruiu ao jovem pastor Timóteo: “(...) Dedique-se à leitura pública da Escritura (...)” (1 Tm 4.13 NVI, ênfase do autor).

Leitura Pública da Escritura no Velho Testamento

O primeiro lugar em que encontramos a leitura pública da Escritura, na Bíblia, é aos pés do Monte Sinai, em Êxodo 24. Embora discutível, é também o primeiro local na Bíblia em que a adoração pública a Deus é descrita de forma completa. Entretanto, não é insignificante que esteja em um contexto chave; após os Israelitas terem sido libertos da escravidão do Egito, Moisés “leu o Livro da Aliança para o povo (...)” (Êxodo 24.7a NVI)

Seguindo esse momento de formação, aos pés do Monte Sinai, onde Deus estabelece Sua aliança com o povo de Israel, encontramos inúmeros outros lugares onde esta prática também aparece. Em Deuteronômio 31, o Senhor ordena aos israelitas, através de Moisés, que seja lido o Livro da Lei ao final de cada sete anos: “(...) vocês lerão esta lei perante eles para que a escutem.” (Deuteronômio 31.11c, NVI) Em outras palavras, o povo de Deus é chamado a se recordar da aliança feita com o Senhor, e uma parte essencial da preservação desta memória era a leitura pública da Escritura. Através da prática desta leitura, a identidade de Israel como povo da aliança era formada e renovada, e o povo desta nação em formação se comprometia a servir a Deus, que os havia salvado da escravidão.

Essa cerimônia de renovação da aliança, em que a leitura pública da escritura toma um papel central, é exatamente descrita após os israelitas entrarem pela primeira vez na terra prometida. Josué 8.34-35 registra que “(...)Josué leu todas as palavras da lei, a benção e a maldição, segundo o que está escrito no Livro da Lei. Não houve uma só palavra de tudo o que Moisés tinha ordenado que Josué não lesse para toda a assembleia de Israel, inclusive mulheres, crianças e estrangeiros que viviam no meio deles.”

A mesma prática é descrita mais adiante, na história de Israel, quando a Lei, que havia estado perdida, é encontrada no Templo. Quando a Palavra de Deus foi redescoberta, o rei Josias iniciou um período de reformas, que se iniciou com a leitura pública da Escritura: “Depois disso, o rei convocou todas as autoridades de Judá e de Jerusalém. Em seguida o rei subiu ao Templo do Senhor acompanhado por todos os homens de Judá, todo o povo de Jerusalém, os sacerdotes e os profetas; todo o povo, do mais simples ao mais importante. Para todos os rei leu em alta voz as palavras do Livro da Aliança, que havia sido encontrado no templo do Senhor.” (2 Reis 23.1-2, NVI)

Encontramos a mesma prática após o povo de Deus retornar do exílio, sob a liderança de Esdras e Neemias: “Ele a leu em voz alta desde o raiar da manhã até o meio dia, de frente para a praça, em frente da porta das águas”(Neemias 8.3a, NVI)

Leitura Pública da Escritura no Novo Testamento

A história da leitura pública da Escritura alcança seu ponto máximo quando Jesus iniciou seu ministério público, ao levantar-se para ler a Escritura: “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado, e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler.” (Lucas 4.16, NVI)

Quando Jesus levantou-se para ler, na sinagoga, em Nazaré, ele estava praticando a mesma prática antiga que começou com Moisés aos pés do Monte Sinai e continuou através de Josué, Josias, Esdras e Neemias. E agora, quando Jesus se levanta e lê, ele também pode dizer: “(...) Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir.” (Lucas 4.21b, NVI) Ele foi a Palavra (Verbo) não apenas lido, mas feito carne.

Conforme avançamos na leitura do Novo Testamento, fica claro que a prática da leitura da Escritura é normatizada para a Igreja. Considere as palavras de Paulo à igreja de Colossos: “Depois que esta carta for lida entre vocês, façam que também seja lida na igreja dos laodicenses, e que vocês igualmente leiam a carta de Laodicéia.” (Colossenses 4.16, NVI)

Da mesma forma, considere o que Paulo diz à igreja em Tessalônica: “Diante do Senhor, encarrego vocês de lerem esta carta a todos os irmãos.” (Tessalonicenses 5.27, NVI)

Em verdade, o último livro da Bíblia começa com este notável encorajamento: “Feliz aquele que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que a ouvem e guardam o que nela está escrito, porque o tempo está próximo.” (Apocalipse 1.3, NVI).

Leia o texto original em: http://bit.ly/leitura-publica-das-escrituras


 

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